DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA CRÔNICA/DAOC

1. O QUE É DOENÇA ARTERIAL OBSTRUTIVA CRÔNICA?

É uma doença vascular degenerativa, que se instala em decorrência de uma deposição de material amorfo na parede das artérias, levando a estreitamente da luz arterial, determinando isquemia tecidual. É doença crônica, geralmente progressiva.

2. QUEM DESENVOLVE A DAOC?

É uma doença mais incidentes em homens, com prevalência após os 50 anos. Agravada e precipitada em idade menor quando houver hipercolesterolemias/hipertrigliceridemias, em FUMANTES, diabéticos, hipertensos, obesos, sedentários, estressados.

3. POR QUE É IMPORTANTE O SEU DIAGNÓSTICO PRECOCE?

Porque no início é uma doença silenciosa. Posteriormente progressiva, crônica, que merece tratamento efetivo e criterioso para evitar o agravamento evolutivo. A DAOC é determinada por aterosclerose que compromete o coração, vasos cerebrais e de membros inferiores.

4. QUAIS OS SINAIS E SINTOMAS SURGEM COM A DAOC?

O sintoma mais incidente é DOR. Manifesta por “claudicação intermitente” que é a dor que surge na panturrilha quando indivíduo caminha. Geralmente é progressiva, encurtando progressivamente as distâncias para manifestar dor (Ver neste SITE – EM ORIENTAÇÕES DE SAÚDE: “Claudicação Intermitente”).

Detecta-se assimetria térmica da extremidade, com frialdade na extremidade afetada, se comparada com o outro lado, sadio. Em situação mais evoluída, há palidez seguido de cianose (extremidades azuladas, cianosadas). Piora do quadro sintomatológico, com a exposição ao frio. Em situação evoluída surgem as dores em repouso, denominada de dor isquêmica de repouso, manifestas principalmente durante a noite quando na posição horizontal, de decúbito.

5. QUAL A EXPLICAÇÃO PARA O FATO DA BUSCA MÉDICA SER TARDIA?

Como é uma enfermidade que afeta indivíduos com maior idade, tais sintomas são interpretados como se fosse uma situação natural da idade, senilidade.

6. COMO SE DIAGNOSTICA DAOC?

Pelos dados clínicos e por meios diagnósticos auxiliares complementares de radioimagem, tais como: Ecodopler vascular, Angioressonância, Arteriografia Contrastada... que dão informações estruturais e de fluxo sanguíneo, fundamentais para uma apurada informação dos vasos. Indispensáveis para avaliações e planejamento terapêutico: clínico, invasivo, cirúrgico...

7. QUAL O PROGNÓSTICO?

Depende dos fatores envolventes na enfermidade (idade, tabagismo, enfermidades associadas – dislipidemias, diabetes, HAS...) e no controle destes fatores (corrigindo o sedentarismo, a obesidade, controle efetivo da HAS e diabetes, equilíbrio das dislipidemias, suspensão do tabagismo – é fundamental).

Havendo estas adequações o prognóstico será favorável. Quando se manifesta precocemente, antes dos 45 anos (e associado ao fumo), o prognóstico será desfavorável.

8. QUAIS OS CUIDADOS E TRATAMENTO?

Deve haver conscientização adequada do paciente, a ponto de que disciplinadamente corrija os fatores de riscos (sedentarismo, obesidade, controle da PA e do diabetes, correção da dislipidemia, suspender o fumo...). Cuidar os pés minuciosamente:

- Aquecê-los com meias e calçados macios, confortáveis (pantufas, chinelos de pelo...)
- Nunca usar aquecimentos externos (botijas, bolsas de água quente, bolsas elétricas...)
- Cuidar o corte das unhas. Não cortá-las muito rente. Manter os cantos das unhas
- Extremo cuidado com os calçados, para não ferir os pés (lesões cutâneas em pés isquêmios, mau irrigados constituem-se em situação potencialmente graves, podendo evoluir para grandes áreas necróticas, que podem acabar até em amputações
- Não usar calicidas, ou cortá-los com objetos cortantes. APENAS LIXA-LOS COM LIXAS PARA PÉS
- Cuidar em secar bem entre os dedos (pode ser usado um secador de cabelo como auxiliar na secagem interdigital)
- Examinar frequentemente os pés, pesquisando fungos interdigitais, lesões plantares...
- Tratamento CLÍNICO (corrigindo os fatores de risco, amenizando a evolução da aterosclerose, suspendendo o fumo, tratando a HAS, dislipidemias, diabetes, aplicando um treinamento orientado de atividades físicas, caminhadas na rua ou esteira...; uso de medicamentos a critério médico: ác. acetilsalicílico, dipiridamol, ticlodipina, pentoxifilina, nifedipina, cilostazol....
- Tratamento CIRÚRGICO (cirurgias endo-vasculares, ou revascularização, simpatectomia...)

DICAS IMPORTANTÍSSIMAS E FUNDAMENTAIS

* Suspender o FUMO
* Corrigir a HAS,DIABETES,DISLIPIDEMIA
* Estimular exercícios físicos – CAMINHADAS ASSÍDUAS
(SEM ATENDER ESTES TRÊS ITENS O PROGNÓSTICO SERÁ RESERVADÍSSIMO)


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