DENGUE

CLÍNICA
Doença infecciosa febril, aguda, com evolução benigna, ou grave. Surge com um quadro febril (39-40ºC), de surgimento abrupto, associado a cefaléia, prostração, dores músculo-articulares, dor retroorbitária, com ou sem manchas cutâneas (exantema), anorexia, náuseas e vômitos (por 2 a 6 dias). Manifestações hemorrágicas pode acontecer em qualquer etapa, ou em todas as apresentações clínicas. São sinais de alarme (evolução para formas mais graves): FEBRE CEDE + SURGINDO MANIFESTAÇÕES HEMORRAGICAS MAIS GRAVES. Nos quadros graves há hemoconcentração,hipoalbuminemia e/ou derrames cavitários. Nas formas graves no 3º/7º dia surgem vômitos importantes, dor abdominal intensa, hepato-esplenomegalia dolorosa, desconforto respiratório, derrames (pleural, pericárdico, peritoneal) – estes sinais de alarme antecedem as manifestações hemorrágicas espontâneas, ou provocadas (Prova do Laço +)
SINAIS DE CHOQUE : hipotensão arterial, pressão arterial convergente (PA diferencial <20mmHg,extremidades frias, cianose, Pulso rápido e fino, Enchimento capilar lento (>2 segundos)
CLASSIFICAÇÃO:
a. Grau I – febre + sintomas inespecíficos,
b. Grau II – febre + sintomas inespecíficos + hemorragias espontânea leve
c. Grau III – colapso circulatório com pulso fraco e rápido, hipotensão,
pele fria e úmida, inquietação
d. Grau IV – Síndrome do Choque da Dengue (SCD) – choque profundo,
com ausência de P. Arterial, pulso imperceptível
AGENTE
Arbovirus gênero Flavivirus, com 4 sorotipos DENVE 1, 2, 3, 4
VETOR
Mosquitos do gênero Aedes aegypti, com hospedeiro o homem
TRANSMISSÃO
Pela picada da fêmea do mosquito
INCUBAÇÃO
De 3 a 15 dias, em média 5 a 6 dias
COMPLICAÇÕES
Instabilidade hemodinâmica, hipotensão, choque
DIAGNÓSTICO ESPECÍFICO – identificar o patógeno; isolamento viral e reação em cadeia de polimerase (PCR) – a coleta do sangue tem que ser até o 5º dia dos sintomas
INESPECÍFICO – Hemograma com plaquetas
TRATAMENTO Em face da possibilidade da evolução rápida de uma forma benigna, para outra, grave – é imprescindível ficar MUITO ATENTO. É fundamental identificar precocemente os Sinais de Alarme, monitorar o paciente e reestadiar, se necessário para pronta rehidratação. É imprescindível a cada reavaliação o registro em prontuário todos os achados.
- Analgésicos e Antitérmicos
- Hidratação oral vigorosa, ou parenteral (com reavaliação clínica e de hematócrito após a hidratação)
- Nas formas hemorrágicas, a hidratação parenteral monitorada é vital + hemograma, tipagem sangue, dosagem da albumina sérica, glicose, uréia, creatinina, eletrólitos, transaminases, gasometria, ultras-sonografia abdonminal, radiografia de tórax
SUSPEITAR FORTEMENTE
- Febre aguda, elevada, durando até 7 dias acompanhado de pelo menos DOIS DOS SINTOMAS: cefaléia, dor retroorbitária, mio-artralgias, prostração, exantemas, associado ou não a hemorragias + história de estar em área endêmica

Fonte : Guia de Bolso (Doenças infecciosas e Parasitárias/Ministério da Saúde – Brasília – DF, 2010)

 

 

 

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