FILARIOSE (*)

CONCEITO
São as enfermidades causadas pelos agentes da família filaríidae
INCIDÊNCIA
No Brasil, geralmente causadas pela Wuchereria bancrofti, com incidência no Norte de Nordeste, inclusive área urbana
VETOR
Mosquito dos gêneros culex,anopheles e aedes
CLÍNICA
FASE INICIAL – microfilaremia, com surto recorrente de linfangites e adenomegalia, onde o parasita está no sangue periférico (manifesta febre, mau estar físico em geral, síndrome pulmonar com eosinofilia)
VERME ADULTO – é o causador dos edemas, linfedema, decorrentes da filariose linfática
DIAGNÓSTICO
Pelo isolamento da microfilaria no sangue periférico; melhor identificado no período noturno.
Realizar linfografia para o estudo adequado da rede linfática
CONSEQUÊNCIAS
Pelo comprometimento da rede linfática, há possibilidade de linfedema
TRATAMENTO PREVENTIVO – DAFASE AGUDA – DA FASE SUBAGUDA – DA FASE CRÔNICA
A) PREVENTIVO – eliminar o vetor; uso de telas, repelentes, mosquiteiros, inseticidas inclusive de efeito residual
B) FASE AGUDA, OU SUBAGUDA – eliminar a microfilaria antes do alojamento na rede linfática;
- dietilcarbamazena (DECA) é segura e eficaz, inclusive na infância. A eliminação da W.bancrofti determina cefaléia, mialgia, artralgia, anorexia, vômitos, broncoespasmo – duram em torno de 3 dias; há reações locais (linfangite, linfadenite, abcessos, ulcerações)
DOSE – 4-6 mg/kg dose única/dia por 14 – 21 dias; em 30 dias é prudente repetir o esquema
C) FASE CRONICA –
. uso de meias elástica
. cirúrgico – nas elefantíases acentuadas, a quilúria e a hidrocele associadas exigem a excisão do tecido enfermo seguido de cirurgia plástica reconstrutiva
. nos casos leves, anastomoses linfovenosas
. medicamentos linfocinéticos (venalot, vueffe...)
. diuréticos
. drenagem linfática
. evitar ortostatismo
. decúbito noturno, com pés da cama elevados
PROGNÓSTICO Nos casos agudo e subagudos há boa perspectiva terapêutica. Os casos crônicos geralmente evoluem progressivamente para a pior, onde a gravidade é proporcional a lesão e/ou comprometimento da rede linfática.

(*) observação – Ver mais informações neste SITE, no título LINFEDEMAS

 

 

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