OSTEOPOROSE

 

INTRODUÇÃO

É uma doença metabólica do esqueleto, onde resulta perda do conteúdo mineral e de estrutura do osso, modificando sua arquitetura podendo ocasionar fraturas, sobretudo das vértebras, quadris e fêmur.

Ocorre diminuição equivalente no osso mineral (Cálcio e Fósforo), quanto na matriz óssea (colágeno e outras proteínas), resultando em alteração tridimensional normal do osso trabecular. A densidade radiológica e a força mecânica do osso osteoporótico ficam diminuídas.

CRITÉRIOS PARA DECLARAR INSTALADO A OSTEOPOROSE

A Organização Mundial da Saúde define osteoporose em termos de mensuração da densidade óssea. A osteoporose está presente quando a densidade óssea medida for mais do que 2,5 desvio-padrão abaixo da média para um indivíduo jovem normal.Isto representa uma perda de 25-30% do pico de massa óssea.

Osteopenia é quando a perda está em 10-25% (1,0 a 2,5 desvio-padrão abaixo do pico de massa óssea).

ETIOLOGIA E PATOGENIA

Fatores adquiridos e herdados predispõe uma massa óssea pobre. Os fatores herdados (sexo feminino, raça branca, constituição magra e de baixa estatura) aumentam a incidência e predisposição a osteoporose.

Os fatores de risco adquiridos (evoluir da idade, dieta pobre em cálcio e vitamina D, menopausa precoce, sedentarismo e tabagismo) igualmente precipitam a osteoporose.

A osteoporose instala-se quando há maior reabsorção do que formação óssea, ou ambas .

A menopausa determina deficiência hormonal estrogênica, o que ocasiona aumento da reabsorção óssea. A reposição estrogênica passa a ser fundamental no restabelecimento da reabsorção óssea.

Enfermidades endócrinas (hipertireoidismo e hiperparatireoidismo) também aumentam a reabsorção óssea.

A idade avançada, diminui a absorção do cálcio na alimentação e esta menor taxa de cálcio propicia a Osteoporose. O uso de corticóides, a imobilização e o sedentarismo podem causar a formação óssea alterada.

APRESENTAÇÃO CLÍNICA

A perda óssea não acarreta sintomas específicos. Passa a haver indícios de osteoporose quando se instala fratura a traumas mínimos. As fraturas mais comuns são as de vértebras, por compressão vertebral (são as denominadas fraturas patológicas, espontâneas). Seguem-se as fraturas proximais do fêmur e as fraturas distais do Rádio(fratura de Colles). As fraturas compressivas vertebrais manifestam dor lombar.

DIAGNÓSTICO

As radiografias simples do esqueleto fazem suspeitar de osteoporose, demonstrando osteopenia e densidade radiológica reduzida, caracterizando a desmineralização óssea . Quando há a doença mais avançada, observamos deformidades e sinais de fraturas patológicas. Na coluna vertebral é identificado a cifose (aumento da angulação anterior) da coluna vertebral. Para que sejam detectadas alterações ósseas radiológicas é necessário que tenha havido uma perda de 30% da massa óssea. Assim para termos uma informação mais precoce do estado da estrutura óssea, valemos da Densitometria Óssea, que oferece dados mais precoces do estado de osteopénia, ou osteoporose já instalados.

É prudente também a realização de exames laboratoriais complementares para informações conjuntas:

- Hemograma
- Creatinina sérico
- Cálcio e Fósforo séricos
- Fosfatase alcalina
- Hormônio tireotrófico (TSH)
- Hormônio paratireoideo (PTH), quando a dosagem de cálcio sérico estiver elevado

TRATAMENTO

Fundamental é a prevenção, com atividade física desde jovem, ingestão adequada de cálcio (leite e derivados), evitar o álcool e o fumo, e medicamentos que levam a osteopenia (corticóides...).

Quando instalada a osteoporose é útil a administração de estrógenos para repor as deficiências da menopausa. O raloxifeno aumenta a densidade óssea. O etidronato, alendronato e residronato após dois anos de administração, melhoram a estrutura dos ossos. Igualmente a calcitonina oferece melhoras ósseas.


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