ÚLCERAS VENOSAS DE MEMBROS INFERIORES

ETIOLOGIA
As úlceras venosas de membros inferiores instalam-se decorrentes de uma hipertensão venosa, determinada por insuficiência valvular (válvulas não funcionando adequadamente), ou má estrutura parietal da túnica
músculo-elástica das veias, ou mau funcionamento da bomba muscular da panturrilha... tais fatores crônicos causam maior lentidão no retorno venoso ao coração, com aumento na pressão venosa distal, repercutindo na rede capilar, com alterações funcionais na osmose e difusão vasculo-tecidual.
FATORES DE RISCO
Obesidade, idade avançada, trauma regional, trombose venosa profunda ou flebites superficiais prévias, hipertensão venosa severa, imobilizações prolongadas, eczema varicoso seguido de trauma...

FISIOPATOLOGIA

A hipertensão venosa, leva a edema da extremidade pela maior perfusão intersticial a nível capilar. O edema (maior quantidade de fluido intersticial) determina compressão celular, com sua morte e liberação de substâncias vaso-ativas no interstício tecidual levando a dermite ocre purpúrea (pigmentação ferruginosa), atrofia cutânea, diminuição das defesas...

ASPECTO LESÃO

As úlceras venosas geralmente situam-se na face interna perna, adjacente ao maléolo interno (local de maior pressão na coluna sanguínea venosa). Podem ser únicas, ou múltiplas. Geralmente pouco dolorosas. Quando infectadas podem ser bastante dolorosas.
São lesões de bordos irregulares, localizadas adjacentes as manchas marrons (dermite ocre purpúrea). O leito da lesão tem tecido de granulação, ou fibrina. Quando exsudativas concorrem com erosão cutânea perilesional (eczema varicoso). Frequentemente associadas a edema, varicosidades, lipodermatoesclerose, pele desprovida de pelos, lesões geralmente úmidas, com odor desagradável.
EVOLUÇÃO
Geralmente tem evolução arrastada, inclusive anos. Muitas vezes complicada com osteomielite e câncer cutâneo. O prognóstico associa-se ao tamanho das lesões e a evolução arrastada. Certos casos cronicamente incuráveis, ou recorrentes.
TRATAMENTO
1- Diminuição do edema: elevar o membro (no mínimo 30’, 3 vezes ao dia, racionalizar o ortostatismo, dormir com os pés da cama elevados 10 a 15 centímetros.
2- Compressão tecidual: com meias elásticas compressivas (diminui a perfusão de líquidos para o interstício), com decréscimo da compressão celular tecidual.
3- Higienização da lesão, com curativos, antibioticoterapia tópica e/ou sistêmica (dependendo da avaliação médica).
4- Limpeza da lesão com água e sabão (a critério médico).
5- Antissepsia da lesão com água oxigenada, ou soro fisiológico morno.
6- Medicação tópica (rifocina spray, ou trofodermin creme, ou fibrase, ou Kollagenase, ou PVPI, hidrogel, alginato...)

 

 

 

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