ZIKA VÍRUS

SURGIMENTO
Um surto em abril de 2007, na ilha de Yap na Micronésia; porém já existindo desde abril de 1947, um quadro febril em Macaco Rhesus, na Floresta de Zika em Uganda. Em 1956 o mosquito Aedes Aegypti transmite o ZIKV para ratinhos e um macaco de laboratório. Em 1968 na Nigéria identificados em humanos. Foram identificados fora da Ásia e África em 2007. Em 2015 surge no Brasil, na Bahia.
Vírus ZIKA (ZIKV)
Flavivuris, da mesma família da febre amarela, dengue, febre do Nilo, febre da encefalite japonesa
Locais de instalação do vírus Zika
Sangue, sêmen, leite materno, urina
Período de incubação
10 dias
Manifestações clínicas
Em nosso país, a doença é caracterizada por febre baixa (até 38,5 graus) com duração de 1 a 2 dias, acompanhada de exantemas a partir do segundo dia, mialgias e artralgias de intensidade leve a moderada, podendo ocorrer edema articular e conjuntivite não purulenta que ocorre entre 50 a 90% dos casos. Podem ocorrer adenomegalias, mas discrasias sanguíneas e hemorragias não ocorrem ao contrário da dengue e da febre amarela. A doença costuma ser bem menos intensa do que a dengue e a chikungunya e mais de 80% dos casos são assintomáticos. Envolvimento neurológico é bem mais frequente do que encontrado em pacientes com dengue ou chikungunya, sendo descritos de casos com síndrome de Guilain-Barré e meningiencefalites que podem ocorrer entre 4 e 20 dias após o início dos sintomas.
Complicações
De grande importância epidemiológica foi a verificação, em nosso país, da associação da infecção pelo ZIKV em gestantes com o aparecimento de microcefalia, o risco de seu aparecimento é maior quando a infecção ocorre no período embrionário que ocorre entre 3 e 8 semanas de gestação, a quantificação do risco de microcefalia e infecção pelo ZIKV ainda não é bem determinada, mas a relação parece bem clara. Uma das principais preocupações associadas a esta infecção é o aparente aumento da incidência de microcefalia em fetos nascidos de mães infectadas com ZIKV.
Diagnóstico
As manifestações da infecção pelo ZIKV são variáveis e podem afetar diferentes órgãos. Alterações encontradas incluem leucopenia e trombocitopenia usualmente leves, aumento de enzimas hepáticas e LDH e aumento de marcadores inflamatórios. Os seguintes exames são recomendados para avaliação de pacientes com ZIKV:

- Hemograma;
- AST/TGO e ALT/TGP;
- Bilirrubinas direta/indireta;
- Ureia e creatinina;
- LDH e marcadores inflamatórios
Em pacientes com manifestações neurológicas é recomendada a realização de tomografia de crânio sem contraste e se necessário punção e análise de liquor.
Exame Específico
Os testes diagnósticos específicos para a infecção pelo ZIKV incluem testes de polimerase via transcriptase reversa RT-PCR em amostras de soro na fase aguda, que detectam o RNA viral e outros testes para a detecção de anticorpos específicos contra ZIKV no soro e são considerados os exames recomendados para o diagnóstico no país.
Um ensaio ELISA foi desenvolvido no laboratório do CDC para detectar IgM para ZIKV.
Tratamento
O tratamento é meramente de suporte sendo indicado para os pacientes sintomáticos o uso de dipirona ou paracetamol para controle da dor ou febre. No caso de erupções pruriginosas o uso de anti-histamínicos pode ser de benefício, não se recomenda o uso de aspirina e outros anti-inflamatórios não esteroidais. As potenciais complicações da infecção pelo vírus devem ser tratadas conforme a necessidade, não existe tratamento específico para infecção pelo ZIKV.

 

 

 

Rua Três de Maio, nº 1040 - Pelotas/RS - Fone: (53)32253164